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Jaime Wasserman, engenheiro, arquiteto e construtor é um personagem fundamental na produção de habitação coletiva no Brasil, sobretudo no contexto curitibano e paranaense. Iniciou sua trajetória como construtor de casas, porém o período do BNH (Banco Nacional de Habitação) significou para Wasserman a “oportunidade de construir prédios”.[1] Contemporâneo de Rubens Meister, Romeu Paulo da Costa, Jaime Lerner, entre outros – num período que foi fundamental para a materialização do ideário moderno de Curitiba  – Wasserman se tornou um dos maiores empreendedores de conjuntos habitacionais do Paraná.

Suas obras são singulares e reconhecíveis na paisagem urbana das cidades de Curitiba, Ponta Grossa, Maringá, Cambé e São Paulo. Muitas destas obras permanecem íntegras, tendo sido legitimadas pelo tempo e pela boa apropriação dos seus habitantes. Suas contribuições, tanto na formulação de processos construtivos inovadores para habitação coletiva, bem como na construção da paisagem urbana das cidades onde atuou, são inestimáveis.

Seu legado nos faz refletir sobre a importância do projeto e da técnica na proposição de uma arquitetura para o mercado, onde constatamos que mesmo submetida a inúmeros empecilhos e restrições existe margem para boa arquitetura. Para Wasserman, o espaço arquitetônico era pensado a partir dos processos construtivos e na integridade dos materiais. Suas obras são relevantes porque foram bem construídas e proporcionadas, onde houve uma reflexão atenta e sensível sobre precedentes internacionais do habitat mínimo, apoiada em pensamento lógico, construtivo, e, sobretudo, ético.

Esta pesquisa teve início em 2014 como parte de um projeto de extensão do Curso de Arquitetura da Universidade Positivo e foi retomada e viabilizada como livro em 2017 pelo programa de mecenato subsidiado da Fundação Cultural de Curitiba. Nele percorremos a trajetória profissional de Wasserman através de quarenta e quatro obras de habitação coletiva projetadas e construídas entre 1966 e 1983, sendo a grande maioria projetadas com a coautoria do Arquiteto Salomão Figlarz.

As obras são apresentadas através de fotos e desenhos originais disponibilizados pela Construtora Independência, pelo redesenho de plantas-tipo, implantações e detalhes de envoltória e de fotografias atuais, estas de autoria dos fotógrafos Paula Morais e Leonardo Finotti.

[1] Entrevista concedida por Jaime Wasserman a Alexandre Ruiz e julho de 2014.

Para adquirir o livro, encaminhar e-mail para info@saboiaruiz.com

Parque Residencial Fazendinha no início dos anos 80. Vista desde o mirante do bosque. Foto: Acervo construtora independência